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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Pollyana foi a mais longa radionovela produzida pela Rádio Nacional da Amazônia

O livro Pollyana foi escrito por Eleanor H. Porter, em 1913, e sua continuação, Pollyanna Moça, em 1915. 


A mais longa radionovela produzida pela equipe da Rádio Nacional da Amazônia, Pollyana, contou com 46 capítulos e foi adaptada por Heleninha Bortone do livro homônimo da escritora estadunidense Eleanor H. Porter. Levada ao ar em 1983, a produção conta a história da menina órfã, Pollyana.

Após a morte de seu pai, um missionário pobre, a menina se muda de cidade para ir morar com uma tia rica e severa que não conhecia anteriormente. No seu novo lar, passa a ensinar, às pessoas, o "jogo do contente" que havia aprendido com o seu pai. O jogo consiste em procurar extrair algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas aparentemente mais desagradáveis.

Com essa filosofia, aliada a uma personalidade radiante e uma alma sincera e simpática, compassiva, Pollyana leva muita alegria e contentamento à sombria e triste propriedade da tia, que se transforma em um lugar maravilhoso para se viver. O "jogo do contente" protege-a também das atitudes severas e desaprovadoras de sua tia: quando tia Polly a colocou num sótão abafado, sem tapetes ou quadros, ela exultou com a bela vista que se descortinava daquela altura.

Pollyanna passa a ter amizade com todos da cidade, incluindo Nancy, que ajudava nas atividades domésticas da casa da tia. A presença de Pollyana tornava a vida de todos a sua volta mais feliz, mas um dia, ela sofre um acidente e ficou temporariamente paraplégica e tendo que ficar uma longa temporada internada em um hospital.

A radionovela apresenta um aspecto da evangelização cristã, de que é necessário procurar manter a felicidade, o amor e o bem, mesmo nas situações mais adversas. A felicidade em Jesus Cristo. Curiosamente, em psicologia e sociologia, isso passou a ser chamado de "princípio de Pollyana".

Os 15 personagens de Pollyana foram vividos por 11 radioatores da Rádio Nacional da Nacional da Amazônia, incluindo produtores, locutores e a própria Heleninha, que fez a personagem principal. A música tema de Pollyana foi Alice, composição Roberto Carlos e Erasmo Carlos, gravada por Miriam Rios no LP O Sonho de Alice, de 1982. Heleninha também adaptou para Rádio a continuação, Pollyana Moça, que foi gravada pelo Núcleo de Radioteatro  da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.  

Acompanhe o primeiro capitulo da radionovela "Pollyanna" (1983)
 

Ficha técnica:
Adaptação e Direção: Heleninha Bortone
Trabalhos Técnicos e Sonoplastia: Antônio José
Estreia: 1983
Atores: Solange Cardoso (Tia Polly e Jimmy); Luiza Inês (D. Vera, Nanci e Cynthia); Décio Caldeira (Dr. Tomaz e o velho Tom); Silvio Guedes (Henrique Junqueira); Flávio Brandão (Dr. Arnaldo); Artemisa Azevedo (Mille); Eliana Nascimento (Silvia); Beth Diniz (Mabel); Ana Maria Matos (Lúcia); Sérgio Araújo (Padre); Tia Leninha (Narradora e Pollyana).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Ouça Heide com os números musicais que ilustraram a série televisiva e que foi sucesso nos programas de Tia Leninha


Capa do LP Heide. Frente e Verso. RCA (1980).


A história de Heide, sucesso nos  programas apresentados por Heleninha Bortone, originalmente foi uma série lançada  em 1974 no Japão e, poucos anos mais tarde, em países ocidentais como Espanha, México e, em seguida, no Brasil.


RCA - Gravação de Heide (1980)
Com a menina dos alpes atraindo a atenção da criançada por onde passava (incluindo aqui no Brasil) a RCA decidiu seguir os passos da Espanha e, assim, como a Philips fizera anos antes, decidiu investir no segmento musical infantil e dando vida a versão em português com os números musicais e a história de Heide, que jamais saiu da memória daqueles que um dia acompanharam o anime.

A ideia do LP Heidi partiu do formato que já vinha sendo adotado nos países europeus, assim como na América Latina. Musicalmente foram feitas versões em português dos temas japoneses (sendo esta a primeira e única trilha sonora brasileira adaptada a partir dos temas originais japoneses). Junto aos temas musicais, a historinha da pequena Heidi era contada através de uma narrativa, que utilizava vozes dos dubladores da série.

O álbum trazia 12 faixas (5 faixas contando a história da pequena Heidi, intercalando uma narrativa com diálogos interpretados pelos dubladores) e 7 canções (incluindo versão completa da abertura).

Título: Heidi
Formato Original: LP
Número de faixas: 12 (7 cantadas e 5 narradas)
Cantores: Desconhecido
Procedência: Brasil (Baseada na trilha sonora japonesa (arranjos) e espanhola (letras))
Adaptação (canções): Marcelo Duran
Tradução (História): Jonice Mahana
Coordenação de estúdio: Marcelo Gastaldi
Gravadora: RCA
Data de lançamento: 1980



segunda-feira, 21 de março de 2016

Heidi foi uma das histórias de maior sucesso veiculadas nos programas de Heleninha



Adaptações da história de Heide em desenho animado também foi sucesso

A história sobre a vida de uma menina órfã da Suíça escrita como livro infantil em 1880 pela escritora suíça Johanna Spyri foi um dos maiores sucessos dos programas Encontro com Tia Leninha e Ciranda Nacional, apresentados por Heleninha Bortone na Rádio Nacional da Amazônia. 
 
A história já rendeu filmes, desenhos animados e peças de radioteatro.  Em 1976 Heidi foi adaptada por Edy Lima, escritora, autora do clássico brasileiro para crianças A vaca voadora e gravada pelo elenco de radioatores da RCA. Com músicas do filme da Walt Disney, direção artística de Cazarré, a produção contou com a narração de Ronaldo Batista. 

Sinopse: Heidi tinha apenas cinco anos quando foi morar com seu avô, nas montanhas suíças. Conhecido no vilarejo por ser um velho recluso e solitário, ele nunca amou de verdade a pequena Heidi e nem ela o amou. Ao chegar ao novo lugar, Heidi apaixona-se de imediato pelas paisagens esplendorosas e pelos animais dos vales e das montanhas. 

Com o passar do tempo conquista também o coração do avô, mostrando-lhe que é possível ser feliz e reencontrar a paz. Mas essa felicidade desaparece quando a tia regressa aos Alpes e leva a menina para cidade. Na cidade, Heidi passa a viver na casa Clara, uma menina paraplégica. Apesar da amizade que nasce entre as duas meninas, e de todas as coisas boas que aprende, Heidi não consegue afastar as saudades do avô e dos dias felizes na montanha… Será ela capaz de regressar ao seu lar nos Alpes e concretizar os seus sonhos?"

Ouça a história de Heidi gravada pelo elenco da RCA (1976).

terça-feira, 1 de março de 2016

Radionovela "Uma casa para muitos" chamou atenção para adoção de crianças

A adoção de crianças foi um dos temas abordados por Heleninha em radionovelas

Depois da radionovela História do Dito Gaioleiro levada ao ar em janeiro de 1980, Heleninha não parou mais com as produções. Naquele mesmo ano ela escreveu Uma casa para muitos, na qual chamou atenção para importância da adoção de crianças que vivem em casas de acolhimentos (abrigos). 

Fixa Técnica 

Trabalhos Técnicos e Sonoplastia: Antônio José (Tonzé)

Realização: Estúdios da Rádio Nacional da Amazônia

Produção, Direção e Narração: Heleninha Bortone

Atores: Décio Caldeiras (Joel e Sr. Pascoal); Ana Maria Matos (Júlia); Zelinda Lucas (Ciro e Ângela); Solange Cardoso (Irene); Sula Sevilles (Etelvina e Marília); Artemisa Azevedo (Nucrécia), Del Nery ( Ruy); Paulo Pestana (Nelson); Valquíria Amur (Laura e Rute); Dárcio Oliveira (Roberto e Rubens); Heleninha Bortone (Célia, José Carlos e Letícia). 

Sinopse: Uma legitima história de amor e dedicação ao próximo. Uma casa para muitos apresenta o Lar da Criança Abandonada, onde mais de 30 crianças vivem sob os cuidados de Julia e Etelvina. Com um número pequeno de pessoas procurando crianças para adotar e as doações de mantimentos cada vez menos recorrentes, o lar chega a uma situação critica. Além dos problemas com o abrigo, Júlia é pressionada, por seu namorado, Joel, a escolher entre continuar namorando com ele ou cuidar das crianças. Sem o namorado, Júlia ao lado de Etelvina, com a ajuda de alguns amigos e das crianças mais velhas, Letícia e José Carlos, buscam maneiras para mudar a situação do orfanato. O surpreendente é que certa altura, aos poucos, o lar começa a receber, de forma misteriosa, tudo o que precisa e todos passam a querer saber quem é a “fada madrinha” que está enviando aqueles presentes.

Ouça o primeiro capítulo de Uma casa para muitos (1980)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Dois Grandes Amigos foi lançado pela gravadora Continental em 1986

Capa do LP Dois Grandes Amigos, da Tia Leninha. Foto: Acervo Cláudio Paixão/Reprodução
O reconhecimento do trabalho de Heleninha levou a radialista a gravar histórias em disco, como o conto
Dois Grandes Amigos,  lançado em LP em 1986, pela Continental.

Feita para atrair a atenção das crianças, a história gravada em um disco azul fala da amizade firmada entre Bill e Zezinho que, acompanhado pelos animais  Coronel (cavalo), Mandarim (curió) e Ícaro (cachorro),  percorrem as estradas do Brasil vendendo remédios e utensílios domésticos. Bill e Zezinho também buscam um tesouro que há muitos anos havia sido enterrado pelo tio de Bill.

Na apresentação do LP, Heleninha conta: "Sou apaixonada por estórias. Através delas podemos aprender e ensinar. Espero que gostem de Dois Grandes Amigos, um conto cheio de ternura que tenta provar que unindo trabalho e sonho podemos ter sucesso. Acima de tudo, desejo que as crianças compreendam o verdadeiro significado da palavra amizade".

Ouça o conto Dois Grandes Amigos (1986)



Atores Participantes:

Bill - Carlos Leão 
Zezinho - Paulo Silva
Nina Doceira - Neyda Rodrigues
Garotinha Pobre - Neyda Rodrigues
Velha que não gostava de Zezinho - Neyda Rodrigues
Delegado - Wilson Marcos
Dono do Relógio - Laio Junior
Tia de Bill - Carmem Dolores
Mulher que Compra Panelas - Carmem Dolores
Homem que segura Zezinho - José Valluzi
Velho com tosse - José Valluzi
Narração - Heleninha Bortone
Ficha Técnica Produtor fonográfico: Gravação Elétricas S/A 
Direção Artística: Wilson Souto Jr.
Texto, produção e direção geral: Heleninha Bortone Ensaio e direção: José Valluzi 
Operador de áudio: Mário Pinho 
Sonoplástia: Antônio José Pereira (Tonzé)